quarta-feira, 13 de junho de 2018

Porque os homens sofrem tanto?


Porque os homens sofrem tanto?

MATEUS 18

21 Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?

22 Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.

23 Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos;

24 E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;

25 E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse.

26 Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

27 Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.

28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.

29 Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 30 Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.

31 Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.

32 Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.

33 Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?

34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.

35 Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.





Introdução: Quando paramos pra analisar a nossa sociedade como um todo, podemos observar que os homens andam em constante amargura de espírito, que a cada dia tem deixado os homens doentes. Essa doença tem refletido em todo o corpo do homem; algumas vezes essa amargura se manifesta em forma de problemas físicos, emocionais, psicológicos e espirituais.
Mas o que será mesmo esse sentimento que vem em forma de angustia, e que tem feito tanto mau a humanidade?
Podemos dar um nome a essas amarguras, que muitas vezes se chama ausência de perdão. Nos vivemos em um tempo que os homens vivem de uma forma muito egocêntrica, e isso tem feitos com que as pessoas deste século pense somente em seu bem estar, onde cada ser humano tem se isolado e cercado o terreno dos seus interesses e quem viola essa cerca acaba sofrendo as consequência dessa transgressão.Outros foram tão ferido por tais violadores que não conseguiram ver a margem de limites e feriram corações, que até os dias de hoje estão sofrendo tais danos.
Então podemos concluir que a ausência do perdão tem deixado muita gente doente, não só fisicamente, mas emocionalmente, psicologicamente e espiritualmente também, o que nos leva a crê que um dos motivos principais dos problemas dos homens é ausência do perdão.


Mensagem: O evangelista Mateus nos dispõe em seu evangelho, rico texto que ao meu ver nos ensina uma grande lição que nos aponta o caminho para a felicidade, O PERDÃO.
Narrando em seu evangelho sobre parábola do credor incompassivo, nos traz através dos ensinos de Jesus; Que certo rei decidiu fazer conta com seus servos, e nesse caso foi lhe apresentado um servo que lhe devia dez mil talentos, e não tendo como pagar o rei mandou que fosse vendido junto com sua mulher e filhos e tudo quanto tinha, para que a divida fosse paga. Após suplicar ao rei V.26 o relato nos conta que o rei movido de compaixão perdoou a divida desse servo. Que por sua vez encontrou um conservo seu que lhe devia 100 dinheiros, que assim como o servo do rei pediu clemência pedia a ele também, porém sem pensar duas vezes lanço a na prisão sem compaixão e misericórdia alguma. O rei ao saber deste fato chama o servo lhe adverte dizendo: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.
Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? v.32,33
E então o rei manda aquele servo para a prisão até que ele pagasse tudo que devia ao rei.
Jesus conclui essa parábola com as seguintes palavras: 35 Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

Quero destaca aqui alguns pontos nesta parábola, que me chama a atenção e compartilha com você, o porquê devemos sempre perdoar nossos ofensores por pior que seja o agravo cometido.

Jesus nos fala em sua parábola de um rei que decide acertar as conta com seu servo, este servo que por sua vez lhe deve dez mil talentos, vamos examinar o quanto vele um talento.
Um talento era uma unidade de peso que passou a ser uma unidade monetária, ou seja, um talento é igual, seis mil (6.000) denários, pelo que a divida era de 60,000 milhões denários, um denário corresponde o trabalho de um dia, portanto um talento é equivalente a mais ou menos 18 anos de trabalho, se nos fossemos fazer uma soma arredondada, este homem devia ao rei aproximadamente 1.800 anos de trabalho. Que na realidade era algo impossível de ocorrer, Jesus aqui esta usando em sua parábola uma hipérbole, ou seja, um exagero. Quando olhamos os impostos pagos aos romanos pela Judéia, pela Iduméia e pela Samaria chegavam apenas a 600 talentos, e da Galiléia e Pereia a 200 talentos o que era uma quantia alta na época segundo historiador (Joséfo).
Agora analisando essa divida, sabemos que o homem devia por volta de 60.000 milhões de denário, o que se ele não tivesse como pagar então ele deveria a sua vida por 1.800 anos o que sabemos que é impossível alguém chegar a tal idade.
Mas segundo está parábola este homem se humilha diante de rei, pede-lhe uma oportunidade para pagar; clama por compaixão, e o rei é movido pelas palavras e tem misericórdia deste homem e então lhe perdoa a divida de 60 milhões de denários e perdoa-lhe muito mais dando a sua vida de novo já que ele a tinha sobre o seu poder.
Mas este servo que acabara de ter sua vida liberta e sua divida perdoada, encontra um conservo seu que lhe devia cem dinheiros ou sem denários, um valor relativamente muito inferior o que fora perdoado ao servo do rei. Sem a menor compaixão ele agarra ao homem e lhe exige que pague o dinheiro, o homem que por sua vez clama por misericórdia e compaixão, porém aquele servo sem compaixão manda encerra o homem na prisão,o rei ao saber deste fato manda-lhe chamar, e faz uma indagação: Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?

Exposição da mensagem: Se observarmos uma parábola vemos que ela é utilizada para ilustra um situação, vemos isso porque Jesus a termina da seguinte maneira. 35 Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
Podemos aqui colocar Deus como o rei e cada um de nós como seus servos e todas as pessoas ao nosso lado como conservos. Na oração do pai nosso em Mateus 6.15 Jesus se refere a mesma palavra do v.35 que se não perdoamos uns aos outros também sofremos com a falta de perdão, e uma das condições para entramos em oração é ter um coração sem magoa, sem ira contra nossos irmão.
Este servo do rei que foi chamado a prestar conta da sua mega divida, poderia ser comparado a cada um de nós que tínhamos uma divida, e ainda temos um debito imensurável a acertar ao Senhor (rei). A nossa divida poderia ser colocada como desse servo que na realidade de acordo com a parábola devia sua vida ao rei, o equivalente 1.800 anos de vida.
Agora em vez de falarmos de valores, falaremos de sentimento, de vida. Deus nos deu sua palavra e nos enviou seu filho para perdoar nossos pecados (divida), porém quantos de nos vivemos um vida dissoluta, mundana, recusando-nos a prestar conta ao Rei soberano, condenados a sofre às consequências de uma prisão eterna. Porém um belo dia fomos convocados a comparecer diante da cruz e vimos que não havia condições alguma de quitar o debito e que devíamos muito além de nossa vida estávamos em debito na eternidade. Porém Cristo na cruz paga pelos nossos pecados e nos deixa livre da prisão eterna e ainda nos reconcilia ao Rei, (Deus). "Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida."
"E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação." (Romanos 5 : 10,11)

O Salvador das nossas vidas nada no cobrou, somente no recomendou que assim como ele nos amou que nos também amassemos uns aos outros e suportasse-nos uns aos outros. "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis." (João 13 : 34), O apostolo Paulo nos diz da seguinte maneira em sua carta aos colossenses, "Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também." (Colossenses 3 : 13). Baseado nessas passagens pode concluir que devemos perdoar a dividas do nosso próximo. Qual o homem que poderia condenar outro homem a passar a eternidade no inferno, biblicamente falando ninguém pode fazer isso, mas Deus sim, e era com ele o nosso debito, então porque não perdoar as pessoas que aqueles que devem muito menos do que nos.
Algumas vezes nos tornamos tão egoísta que somos como o servo do rei queremos só pra nós, mas quando é a hora de doar nos fechamos ao extremos e olhamos mais para o que acreditamos ser certo, do que fazer o que é certo. E isso de fato tem feito o homem sofre horrivelmente. Vivemos em uma época em que são poucos os sorrisos verdadeiros, pois os corações andam amargurados cheios de rancor, de ódio, de divisão. Não distante a isso vemos o que alguns já conhecem como doença do século a depressão, mas que em alguns casos e se não falarmos na sua maioria podemos chamar de falta de perdão.
Alguém que carrega magoa ao seu coração está presa a um defunto em estado de putrefação, por mais que essa pessoa se perfume se adorne, sempre sentira o mau odor de suas feridas, em seu coração morto pela ausência de perdão. Não poderá ouvir o nome de quem lhe magoou que rapidamente transfigurará seu semblante, não poderá passa pelas ruas em que a tal pessoa andou que será como se a mesma estivesse com ela, odiará falar de suas conquista, que rapidamente se irritará; ao saber de suas derrotas de alegrará, sentirá prazer na sua queda e comemorará a sua morte.
Tais pessoas se tornam uma casa de rancor e um palácio de ódio. Sem que perceba um sentimento diabólico chamado hipocrisia nascerá, em alguns casos a pessoas que acham mostrando suas conquistas está afetando seu ofensor e isso pra Deus é repugnante.
O ódio, o orgulho, apaga de nossas mentes que somos muito mais ofensores do que quem nos ofende quanto não os perdoamos. Por isso Jesus encerra a parábola dizendo: Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

Com isso podemos concluir que os homens sofrem tanto, por causa da ausência do perdão, e podemos afirmar que sem perdoar não somos perdoados, se não somos perdoados sofremos as consequências de uma vida de pecado e longe Deus. Engana-se quem pensa que uma falsa humildade religiosa pode agradar Deus, o Senhor sonda o coração (Salmos 139) ele conhece os nossos pensamente e discerni as intenções do coração(Hebreus 4:12), mediante isso o único caminho para alcançarmos uma vida de paz é perdoando o nosso próximo perdoando quem nos ofendeu, desta forma alcançaremos o perdão do Senhor,teremos o mesmo sentimento que a há no Senhor Jesus(Fp 2:5), e venceremos a carne e o diabo.

Por. Kleiton Fonseca.




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