Porque
os homens sofrem tanto?
MATEUS
18
21
Então Pedro,
aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu
irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
22
Jesus lhe disse: Não
te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.
23
Por isso o reino dos
céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os
seus servos;
24
E, começando a fazer
contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;
25
E, não tendo ele com
que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos
fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe
pagasse.
26
Então aquele servo,
prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para
comigo, e tudo te pagarei.
27
Então o senhor
daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a
dívida.
28
Saindo, porém,
aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem
dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que
me deves.
29
Então o seu
companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê
generoso para comigo, e tudo te pagarei.
30 Ele, porém, não
quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
31
Vendo, pois, os seus
conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao
seu senhor tudo o que se passara.
32
Então o seu senhor,
chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te
toda aquela dívida, porque me suplicaste.
33
Não devias tu,
igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive
misericórdia de ti?
34
E, indignado, o seu
senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que
devia.
35
Assim vos fará,
também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um
a seu irmão, as suas ofensas.
Introdução:
Quando paramos pra analisar a nossa sociedade como um todo, podemos
observar que os homens andam em constante amargura de espírito, que
a cada dia tem deixado os homens doentes. Essa doença tem refletido
em todo o corpo do homem; algumas vezes essa amargura se manifesta em
forma de problemas físicos, emocionais, psicológicos e espirituais.
Mas
o que será mesmo esse sentimento que vem em forma de angustia, e que
tem feito tanto mau a humanidade?
Podemos
dar um nome a essas amarguras, que muitas vezes se chama ausência de
perdão. Nos vivemos em um tempo que os homens vivem de uma forma
muito egocêntrica, e isso tem feitos com que as pessoas deste século
pense somente em seu bem estar, onde cada ser humano tem se isolado e
cercado o terreno dos seus interesses e quem viola essa cerca acaba
sofrendo as consequência dessa transgressão.Outros foram tão
ferido por tais violadores que não conseguiram ver a margem de
limites e feriram corações, que até os dias de hoje estão
sofrendo tais danos.
Então
podemos concluir que a ausência do perdão tem deixado muita gente
doente, não só fisicamente, mas emocionalmente, psicologicamente e
espiritualmente também, o que nos leva a crê que um dos motivos
principais dos problemas dos homens é ausência do perdão.
Mensagem:
O evangelista Mateus nos dispõe em seu evangelho, rico texto que ao
meu ver nos ensina uma grande lição que nos aponta o caminho para a
felicidade, O PERDÃO.
Narrando
em seu evangelho sobre parábola do credor incompassivo, nos traz através dos ensinos de Jesus; Que certo rei decidiu fazer conta com
seus servos, e nesse caso foi lhe apresentado um servo que lhe devia
dez mil talentos, e não tendo como pagar o rei mandou que fosse
vendido junto com sua mulher e filhos e tudo quanto tinha, para que a
divida fosse paga. Após suplicar ao rei V.26 o relato nos conta que
o rei movido de compaixão perdoou a divida desse servo. Que por sua
vez encontrou um conservo seu que lhe devia 100 dinheiros, que assim
como o servo do rei pediu clemência pedia a ele também, porém sem
pensar duas vezes lanço a na prisão sem compaixão e misericórdia
alguma. O rei ao saber deste fato chama o servo lhe adverte dizendo:
Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.
Não
devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu
também tive misericórdia de ti? v.32,33
E
então o rei manda aquele servo para a prisão até que ele pagasse
tudo que devia ao rei.
Jesus
conclui essa parábola com as seguintes palavras:
35 Assim
vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não
perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
Quero
destaca aqui alguns pontos nesta parábola, que me chama a atenção
e compartilha com você, o porquê devemos sempre perdoar nossos
ofensores por pior que seja o agravo cometido.
Jesus
nos fala em sua parábola de um rei que decide acertar as conta com
seu servo, este servo que por sua vez lhe deve dez mil talentos,
vamos examinar o quanto vele um talento.
Um
talento era uma unidade de peso que passou a ser uma unidade
monetária, ou seja, um talento é igual, seis mil (6.000) denários,
pelo que a divida era de 60,000 milhões denários, um denário
corresponde o trabalho de um dia, portanto um talento é equivalente
a mais ou menos 18 anos de trabalho, se nos fossemos fazer uma soma
arredondada, este homem devia ao rei aproximadamente 1.800 anos de
trabalho. Que na realidade era algo impossível de ocorrer, Jesus
aqui esta usando em sua parábola uma hipérbole, ou seja, um
exagero. Quando olhamos os impostos pagos aos romanos pela Judéia,
pela Iduméia e pela Samaria chegavam apenas a 600 talentos, e da
Galiléia e Pereia a 200 talentos o que era uma quantia alta na época
segundo historiador (Joséfo).
Agora analisando essa divida, sabemos que o homem devia
por volta de 60.000 milhões de denário, o que se ele não tivesse
como pagar então ele deveria a sua vida por 1.800 anos o que sabemos
que é impossível alguém chegar a tal idade.
Mas segundo está parábola este homem se humilha diante
de rei, pede-lhe uma oportunidade para pagar; clama por compaixão, e
o rei é movido pelas palavras e tem misericórdia deste homem e
então lhe perdoa a divida de 60 milhões de denários e perdoa-lhe
muito mais dando a sua vida de novo já que ele a tinha sobre o seu
poder.
Mas
este servo que acabara de ter sua vida liberta e sua divida perdoada,
encontra um conservo seu que lhe devia cem dinheiros ou sem denários,
um valor relativamente muito inferior o que fora perdoado ao servo do
rei. Sem a menor compaixão ele agarra ao homem e lhe exige que pague
o dinheiro, o homem que por sua vez clama por misericórdia e
compaixão, porém aquele servo sem compaixão manda encerra o homem
na prisão,o rei ao saber deste fato manda-lhe chamar, e faz uma
indagação: Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu
companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?
Exposição
da mensagem: Se
observarmos uma parábola vemos que ela é utilizada para ilustra um
situação, vemos isso porque Jesus a termina da seguinte maneira.
35
Assim
vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não
perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
Podemos
aqui colocar Deus como o rei e cada um de nós como seus servos e
todas as pessoas ao nosso lado como conservos. Na oração do pai
nosso em Mateus 6.15 Jesus se refere a mesma palavra do v.35 que se
não perdoamos uns aos outros também sofremos com a falta de perdão,
e uma das condições para entramos em oração é ter um coração
sem magoa, sem ira contra nossos irmão.
Este
servo do rei que foi chamado a prestar conta da sua mega divida,
poderia ser comparado a cada um de nós que tínhamos uma divida, e
ainda temos um debito imensurável a acertar ao Senhor (rei). A nossa
divida poderia ser colocada como desse servo que na realidade de
acordo com a parábola devia sua vida ao rei, o equivalente 1.800
anos de vida.
Agora
em vez de falarmos de valores, falaremos de sentimento, de vida. Deus
nos deu sua palavra e nos enviou seu filho para perdoar nossos
pecados (divida), porém quantos de nos vivemos um vida dissoluta,
mundana, recusando-nos a prestar conta ao Rei soberano, condenados a
sofre às consequências de uma prisão eterna. Porém um belo dia
fomos convocados a comparecer diante da cruz e vimos que não havia
condições alguma de quitar o debito e que devíamos muito além de
nossa vida estávamos em debito na eternidade. Porém Cristo na cruz
paga pelos nossos pecados e nos deixa livre da prisão eterna e ainda
nos reconcilia ao Rei, (Deus). "Porque
se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de
seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos
pela sua vida."
"E
não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor
Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação."
(Romanos 5 : 10,11)
O
Salvador das nossas vidas nada no cobrou, somente no recomendou que
assim como ele nos amou que nos também amassemos uns aos outros e
suportasse-nos uns aos outros.
"Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como
eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis."
(João 13 : 34), O
apostolo Paulo nos diz da seguinte maneira em sua carta aos
colossenses, "Suportando-vos
uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver
queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós
também." (Colossenses 3 : 13).
Baseado nessas passagens pode concluir que devemos perdoar a dividas
do nosso próximo. Qual o homem que poderia condenar outro homem a
passar a eternidade no inferno, biblicamente falando ninguém pode
fazer isso, mas Deus sim, e era com ele o nosso debito, então porque
não perdoar as pessoas que aqueles que devem muito menos do que nos.
Algumas
vezes nos tornamos tão egoísta que somos como o servo do rei
queremos só pra nós, mas quando é a hora de doar nos fechamos ao
extremos e olhamos mais para o que acreditamos ser certo, do que
fazer o que é certo. E isso de fato tem feito o homem sofre
horrivelmente. Vivemos em uma época em que são poucos os sorrisos
verdadeiros, pois os corações andam amargurados cheios de rancor,
de ódio, de divisão. Não distante a isso vemos o que alguns já
conhecem como doença do século a depressão, mas que em alguns
casos e se não falarmos na sua maioria podemos chamar de falta de
perdão.
Alguém que carrega magoa ao seu
coração está presa a um defunto em estado de putrefação, por
mais que essa pessoa se perfume se adorne, sempre sentira o mau odor
de suas feridas, em seu coração morto pela ausência de perdão.
Não poderá ouvir o nome de quem lhe magoou que rapidamente
transfigurará seu semblante, não poderá passa pelas ruas em que a
tal pessoa andou que será como se a mesma estivesse com ela, odiará
falar de suas conquista, que rapidamente se irritará; ao saber de
suas derrotas de alegrará, sentirá prazer na sua queda e comemorará
a sua morte.
Tais
pessoas se tornam uma casa de rancor e um palácio de ódio. Sem que
perceba um sentimento diabólico chamado hipocrisia nascerá, em
alguns casos a pessoas que acham mostrando suas conquistas está
afetando seu ofensor e isso pra Deus é repugnante.
O
ódio, o orgulho, apaga de nossas mentes que somos muito mais
ofensores do que quem nos ofende quanto não os perdoamos. Por isso
Jesus encerra a parábola dizendo: Assim
vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não
perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
Com
isso podemos concluir que os homens sofrem tanto, por causa da
ausência do perdão, e podemos afirmar que sem perdoar não somos
perdoados, se não somos perdoados sofremos as consequências de uma
vida de pecado e longe Deus. Engana-se quem pensa que uma falsa
humildade religiosa pode agradar Deus, o Senhor sonda o coração
(Salmos 139) ele conhece os nossos pensamente e discerni as intenções
do coração(Hebreus 4:12), mediante isso o único caminho para
alcançarmos uma vida de paz é perdoando o nosso próximo perdoando
quem nos ofendeu, desta forma alcançaremos o perdão do
Senhor,teremos o mesmo sentimento que a há no Senhor Jesus(Fp 2:5),
e venceremos a carne e o diabo.
Por. Kleiton Fonseca.
